Embora a Reforma Tributária prometa neutralidade para o Simples Nacional, mudanças na apuração do IBS e CBS criam um cenário complexo.
Empresas do lucro real e presumido ou que apurem créditos no sistema não cumulativo para o IBS e CBS poderão tomar créditos reduzidos de fornecedores do Simples Nacional. Neste ponto há uma mudança muito relevante sobretudo ao modelo de crédito de PIS e COFINS.
Empresas enquadradas no Simples Nacional poderão optar por recolher esses tributos “por fora”, aumentando a carga tributária para viabilizar créditos fiscais integrais aos clientes. Essa medida visa manter a competitividade, mas traz desafios operacionais e financeiros que destoam da simplicidade do regime atual.
Com o risco de perder mercado para empresas de outros regimes tributários, adequar-se ao novo modelo é fundamental. No entanto, propostas legislativas para ampliar os créditos integrais ao Simples esbarram na necessidade de compensar a arrecadação. A transição exigirá estratégias bem fundamentadas para preservar a posição no mercado.
Quer saber como se preparar para as mudanças no Simples Nacional? Siga a Pulse Capital para análises detalhadas e orientações exclusivas!
- Post publicado:27/11/2024
Simples Nacional na Reforma Tributária: A Neutralidade é Apenas Aparente
Relacionados
Dedução de JCP em debate no STJ
Nova tese pode alterar práticas de apuração de IRPJ e CSLL no país.
Stock options fora da folha: um novo marco tributário
STF reforça a natureza mercantil dos planos e redefine o momento da tributação.
Herança, posse e usucapião
Imóveis herdados sem partilha e com uso exclusivo por um herdeiro podem se tornar terreno fértil para discussões de usucapião.
