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O Imposto da Estabilidade no Plano de Safra Plurianual

A transição do planejamento anual para o plurianual busca previsibilidade orçamentária, mas exige uma arquitetura de controle ininterrupta que a maioria das empresas rurais ainda não possui. Projetos de longa maturação no agro exigem que o custo do capital suporte a volatilidade e, se bem planejados, suportem o maior grau de monitoramento contábil e tributário.

Na atualização do Plano para o próximo ciclo, a inadimplência no crédito rural viu suas taxas de mercado saltarem de 4,73% para 13,84% em um ano corrido. Somado a isso, o sistema financeiro agora aplica um novo filtro que provisiona perdas por expectativa, não apenas por inadimplência ocorrida. O cruzamento rigoroso de dados já é uma das ferramentas mais usadas nesse tipo de análise.

Nesse sentido, no modelo plurianual, o que não for auditável hoje torna-se um passivo de liquidez imediata que bloqueia o acesso ao crédito futuro. Sem dados fiscais (ECF) e socioambientais (CAR) unificados, sua operação é classificada como de alto risco, mesmo se o desempenho geral for bom.

Portanto, a estabilidade do Plano Safra 26/27 só existirá para quem possuir uma arquitetura de controle integrada, com um funcionamento sem ruídos entre setores contábeis, tributários e jurídicos.

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